7 razões para você querer trabalhar com o ERP Oracle EBS

Trabalhar com Oracle EBS pelo laptop

Vez ou outra recebo perguntas relacionadas ao Oracle EBS do tipo:

“Como aprender Oracle EBS?”

“Por que aprender Oracle EBS?”

…ou ainda…

“Vale a pena aprender Oracle EBS?”

Em 2015 já escrevi um artigo falando da situação do mercado Oracle EBS que foi mais direcionado para quem já trabalhava com o ERP.

Esse artigo que você está lendo é mais para interessados que desejam entrar nesse universo, mas também contém informações atualizadas sobre o cenário atual.

As perguntas acima geralmente partem de profissionais com os seguintes perfis:

► Técnicos que já trabalham com ferramentas Oracle (Ex.: PL/SQL, Forms, Reports, BI Publisher, APEX, SOA, ODI, OBIEE, etc) e sabem da grande oportunidade que é atuar com Oracle EBS, falando em crescimento profissional, aumento nas oportunidades de trabalho e, claro, aumento de salário ou taxa/hora.

► Profissionais que atuam com outros sistemas de ERP e gostariam de atuar também com Oracle EBS, seja para uma mudança de ares, novos desafios, diversificação, aumento de faturamento, etc.

Esse segundo perfil podemos agrupar em duas categorias:

  1. Profissionais que já atuam com algum ERP Oracle menor, exemplo: PeopleSoft, JD Edwards, Siebel e também agora Cloud Applications (antigo Fusion) e Netsuite.
  2. Profissionais que atuam com um ERP concorrente, exemplo: SAP, Totvs (Datasul, Protheus, RM, Logix, etc), Senior, Infor, Dynamics, entre outros.

► Profissionais que atuam com sistemas parceiros do Oracle EBS, citando alguns: Mastersaf, Synchro, Gesplan, Techware, etc. Nesse caso visualizam uma oportunidade em se especializar no ERP, assim poderiam melhorar e muito o trabalho que já fazem com o sistema parceiro e até mesmo aumentar o leque de oportunidades e também atuar como um profissional Oracle E-Business Suite.

Quem já atua há muitos anos com o Oracle EBS sabe que os tempos atuais não estão tão bons como antigamente, mas isso é algo inevitável na evolução das coisas, principalmente quando falamos de tecnologia.

Hoje o conceito de cloud está bem forte e já temos algumas opções no mercado, mas nem tudo são flores e não é toda essa maravilha que as empresas estão vendendo.

A questão acerca do modelo de ERP On-Premise (onde toda a estrutura é mantida localmente, ou seja, todo o hardware e software são adquiridos e mantidos pelo cliente) vs o modelo na nuvem gera muitas dúvidas entre os profissionais.

O caminho para a nuvem é inevitável, mas para muitas empresas (principalmente as grandes e de segmentos específicos) ainda vai levar alguns bons anos.

Se você quer saber mais sobre esses pontos citados acima e também as razões pelas quais eu acredito que trabalhar com Oracle EBS é uma boa escolha, acompanhe esse artigo até o final para entender os motivos:

  1. Um dos maiores e mais completos sistemas de ERP do mundo
  2. Bom retorno financeiro
  3. Atualizações e melhorias futuras garantidas
  4. Se você tem perfil técnico Oracle, já é meio caminho andado
  5. Se você atua com outro ERP, basta uma adaptação
  6. Se você atua com sistemas parceiros, já tem uma base
  7. On-Premise x Cloud: A migração total para a nuvem ainda vai demorar

Vamos lá?

#01. Um dos maiores e mais completos sistemas de ERP do mundo

O Oracle EBS foi criado em 1987 (ainda com outro nome) e é utilizado em mais de 100 países. Isso fez com que se tornasse um ERP sólido e que atenda grande parte das necessidades das corporações.

O fato de estar em vários outros países, abre a oportunidade de se trabalhar no exterior ou até mesmo de atuar remotamente do Brasil, eu mesmo já fiz isso onde trabalhei para empresas americanas de casa. Não é tão simples de conseguir, mas as oportunidades existem.

Falando de Brasil, apesar da Oracle estar atrás de Totvs e SAP (as três dominam e possuem 81% do mercado nacional de acordo com a 29ª pesquisa anual da FGV), o EBS ainda é muito utilizado.

Trocar de ERP definitivamente não é uma tarefa simples e muito menos uma decisão fácil, principalmente para as grandes empresas.

Como o EBS está muito maduro atualmente e essas empresas têm muitos processos customizados, é muito complexo e dispendioso esse processo de mudança de sistema. Sem contar que alguns sistemas de ERP na nuvem (como o próprio Oracle Applications Cloud) ainda não estão finalizados e não fornecem uma suíte completa que atenda às necessidades dos clientes.

Falarei mais sobre essa questão ERP On-Premise x Cloud mais abaixo.

#02. Bom retorno financeiro

Não tem como fugir desse tema, isso ainda é o que move uma grande parte dos profissionais no mercado de trabalho.

Como mencionei anteriormente, quem trabalha com Oracle EBS há mais tempo sabe que o salário/valor hora já foi melhor.

Mas querendo ou não, um profissional Oracle E-Business Suite ainda é muito valorizado no mercado.

Posso citar algumas razões:

  • É um sistema de nicho. Você provavelmente só vai ter contato com esse sistema se trabalhar numa grande empresa que o utilize como solução de ERP ou se trabalhar numa consultoria que tenha essas empresas como cliente. Você não vai encontrar o EBS em pequenas empresas, o custo é muito alto.
  • A curva de aprendizado é grande. O EBS é muito completo e robusto, por esses motivos para se tornar um profissional capacitado não é algo simples.

Existem vários outros fatores, mas esses já demonstram os motivos pelos quais um bom profissional Oracle EBS precisa ser bem remunerado.

#03. Atualizações e melhorias futuras garantidas

Muitos diziam que o Oracle EBS estava no fim, mas então a Oracle mostrou ano passado o mapa de atualizações (roadmap) para o EBS:

Oracle EBS Roadmap Update

Como você pode ver, a Oracle garantiu atualizações no mínimo até 2030 para o E-Business Suite.

É muito tempo!

Ela está focando em alguns pontos-chave:

  • Experiência do usuário
    • Deixar a utilização do EBS pelos usuários cada vez mais moderna, intuitiva e amigável
    • Melhor entrega de informações com o EBS Extensions for Endeca
    • Otimização e mobilidade com aplicativos para smartphones e layout responsivo para tablets
    • Interfaces de usuário mais simples
  • Inovação funcional
    • Melhorias focadas no cliente
    • Aplicativos In-Memory
    • Novos Produtos
  • Eficiência Operacional
    • Online Patching
    • Novas capacidades nas releases 12.1 e 12.2
    • Framework para testes automatizados

A Oracle lançou também o Applications Unlimited, que é uma forma de compromisso com os clientes de manter os sistemas atuais modernos enquanto avança em novas soluções:

Oracle Applications Unlimited is Oracle's commitment to continuously innovate in current applications while also delivering the next generation of Cloud applications

A release 12.3 está prevista e trará enormes mudanças.

Apesar de que hoje em dia exista uma grande quantidade de profissionais Oracle EBS no mercado, muitos não estão se atualizando e acompanhando essas novidades do sistema, fazendo com que novas demandas sejam criadas para novos e diferentes perfis de profissionais.

#04. Se você tem perfil técnico Oracle, já é meio caminho andado

Caso você já atue dentro do universo técnico Oracle (ou Java), como desenvolvedor, analista, arquiteto, DBA, etc. Estará bem adiantado no processo, veja:

  1. O Oracle EBS utiliza praticamente as mesmas tecnologias:
    1. Forms para telas, só precisaria entender bem a estrutura do EBS e aprender a utilizar o template próprio que já é fornecido.
      Sem contar que vai se dar muito bem com o Oracle Form Personalization, que é uma ferramenta para personalizações de telas forms direto do EBS.
    2. As novas telas estão sendo desenvolvidas em OAF (Oracle Application Framework), que é um framework próprio criado pela Oracle para confecção de telas web com base no Java utilizando a ferramenta JDeveloper. Mas muitos clientes ainda solicitam (e em muitos casos até preferem) novas telas customizadas em Forms.Também é possível desenvolver telas para o EBS em APEX e ADF (Application Development Framework).
    3. Reports para os relatórios mais antigos, atualmente é utilizado o BI Publisher (Antigo XML Publisher)
    4. PL/SQL para procedures, packages, functions, APIs, programas concorrentes e muitos desenvolvimentos internos
    5. SQL nem preciso falar, tudo fica em um banco de dados Oracle (claro)
    6. Citando mais alguns exemplos: ODI, SOA, BPEL, etc.

Para se tornar um profissional técnico Oracle EBS, a curva de aprendizado seria bem menor.

Você teria mais oportunidades profissionais pois poderia atuar com EBS e também continuar com Oracle “puro” em sistemas legados (Mas depois que se começa a trabalhar com EBS, acho difícil “voltar”, principalmente pelos ganhos financeiros e melhores desafios).

Um outro ponto muito importante mas que muitos ainda não se deram conta: A necessidade de mão de obra (principalmente técnica) é muito menor em um ambiente cloud. Melhorias, atualizações e correções serão de responsabilidade do provedor da solução.

Hoje no EBS podemos criar customizações de acordo com as necessidades do cliente e subir para o ambiente de produção, já que o servidor fica no cliente.

Na nuvem, isso não existe (pelo menos não dessa maneira).

Uma comparação esdrúxula mas que serve para passar a ideia: Imagine um ERP Cloud como uma Netflix, onde você paga uma assinatura mensal para utilizar. Quando tem alguma atualização de software, todos os clientes a recebem ao mesmo tempo. Não é como em um ambiente On-Premise onde a empresa é a responsável por baixar a atualização e aplicar no seu ambiente.

Claro que não estou dizendo que é exatamente assim, um ERP não é apenas um aplicativo de streaming. Só quis demonstrar que a demanda por técnicos em um ERP na nuvem é menor, se comparado a um ambiente ERP On-Premise.

#05. Se você atua com outro ERP, basta uma adaptação

Já recebi mensagens de profissionais que trabalham com outros sistemas de ERP interessados em aprender EBS.

Desde ERP da própria Oracle como o JD Edwards como também de concorrentes, como o SAP.

Entendo que sejam profissionais em busca de novos desafios, também com interesse em aumentar a bagagem de conhecimento e, claro, em busca de melhores salários (dependendo da posição em que se encontra hoje).

Um profissional ERP de perfil funcional, independentemente do sistema, já tem o conhecimento de negócios que é valiosíssimo. Para começar a trabalhar com outro ERP bastaria se adaptar ao sistema.

Ser capacitado em mais de um ERP também abre mais oportunidades.

Se você já atua no ecossistema Oracle, com JDE, Peoplesoft ou Siebel talvez seja uma boa oportunidade se aventurar em um ERP maior da mesma empresa, pois já estará habituado com suas políticas, tecnologias, ações, etc.

Falando agora dos principais concorrentes aqui no Brasil, Totvs e SAP.

A faixa salarial entre SAP e Oracle (EBS) não deve sofrer grandes variações.

Sobre a Totvs, que domina o mercado nacional, justamente por esse motivo e também por atender empresas menores, a faixa salarial é inferior. Mais profissionais no mercado, maior concorrência, menores salários.

Claro que tudo isso depende de região, experiência, conhecimento, etc.

#06. Se você atua com sistemas parceiros, já tem uma base

Quem trabalha com sistemas parceiros do Oracle EBS precisa entender pelo menos o mínimo da sua estrutura, já que os sistemas precisam se integrar.

Quanto mais você entender do “outro lado”, no caso aqui o EBS, mais será fácil pra você realizar as integrações e mais você será reconhecido e, consequentemente, melhor remunerado.

E quem sabe até atuar também como um profissional Oracle EBS? Expandirá suas possibilidades no mercado de trabalho e será um profissional que entenderá bem ambos os lados da integração.

Muitos que entram em contato com o EBS durante projetos visualizam essas oportunidades.

#07. On-Premise x Cloud: A migração para nuvem ainda vai demorar

Agora chegou a vez do tema polêmico: ERP On-Premise vs Cloud.

Esse deve ser um dos maiores desafios de um CIO de empresas que possuem um ERP On-Premise (Como o EBS).

Qual caminho seguir? Manter o On-Premise ou migrar para a nuvem?

Também é um desafio para os profissionais decidir qual caminho seguir na hora de escolher um sistema para se especializarem.

Nitidamente os esforços dos fornecedores são para vender a solução na nuvem. Os investimentos em marketing, campanhas e patrocínios são expressivos.

Sim, nuvem é o futuro. Mas até que ponto isso é viável para algumas empresas no cenário atual?

Essa “pressão” de ter que mudar “o quanto antes” para a nuvem gerou desconforto entre os clientes Oracle EBS, que investiram muito tempo e dinheiro nos últimos anos.

O roadmap suportando o EBS pelo menos até 2030 deu uma acalmada nos ânimos.

Um recente estudo da Gartner intitulado “What Oracle ERP Customers Need to Know About Oracle Cloud Applications” mostrou que muitos clientes foram imprecisamente informados que seus sistemas de ERP On-Premise estavam com os dias contados e que deveriam mudar para nuvem “agora”. Como resultado, ficaram inseguros em relação ao comprometimento da Oracle com as suítes On-Premise.

Ainda segundo o estudo, apesar das declarações e rumores apontando o contrário, as suítes On-Premise não estão com os dias contados.

Na verdade, a maior parte da receita recebida pela Oracle vem de clientes pagando por manutenção e novas vendas de produtos On-Premise.

O percentual recebido por licenças de software para produtos On-Premise foi de 69% em 2016 e agora é 65%, praticamente não mudou.

A Oracle não quer comprometer esse fluxo de receita. Em junho de 2017 Larry Ellison disse para clientes JD Edwards que a mudança para a nuvem era uma jornada de 10 anos.

O ERP Cloud Applications está longe da maturidade do Oracle EBS, mas para algumas empresas já é possível sim fazer a migração.

Por outro lado, para empresas que possuem um fluxo complexo e significativas customizações, é inviável esse movimento agora e nos próximos anos.

Falando ainda de customizações, a impossibilidade de realizá-las como é feito hoje afeta a capacidade das empresas de inovarem e também de conseguirem diferenciais competitivos no mercado.

Empresas com processos de manufatura também não podem mudar tão cedo.

Outro ponto que vale mencionar: Muitas empresas ainda são contra a migração para a nuvem pela preocupação com o sigilo dos dados e questões de segurança. Vamos concordar que realmente é um fator preocupante, ainda mais nos tempos atuais com tantos vazamentos de informações e invasões.

Agora uma boa notícia para “ambos os lados” é a possibilidade de coexistência, ou seja, o Oracle EBS e o Cloud Applications podem operar lado a lado. Uma empresa pode então se beneficiar de módulos e processos mais modernos do ERP Cloud e também manter os processos e módulos do Oracle EBS que estão funcionando “muito bem, obrigado!”.

E esse caminho de coexistência é exatamente o sugerido pela Oracle, assim os clientes podem efetuar as mudanças gradativamente.

Ainda no estudo da Gartner é dito que o Oracle EBS é um produto viável por no mínimo 7 a 10 anos e clientes que estão satisfeitos com o ERP não precisam se apressar para mudar:

There is quite a lot of new functionality being released for EBS, mainly new features. The online patching deployed with version 12.2 was intended to increase value by minimizing downtime during updates and patches, and version 12.3 will be a big release. Oracle has also been making structural enhancements, like improving the UI and embedding Endeca search in EBS, which certainly adds value. So, EBS should be a perfectly viable product for at least the next seven to 10 years. For customers that have EBS and are happy with it, there is no need to rush to replacement.

Esse assunto ainda vai render um artigo próprio, tem muita coisa pra falar.

A ideia aqui foi apenas mostrar que o Oracle EBS ainda tem muito chão pela frente e que o ERP Cloud ainda está longe de substituir por completo o EBS. Isso que nem falei da parte de localizações para atender as necessidades fiscais e tributárias do Brasil.

Também não podemos esquecer que o EBS tem a sua própria versão na nuvem, o EBS on Cloud.

Não estou querendo ir contra a “maré da nuvem”, longe de mim, sou um adepto da inovação e tecnologia mas precisamos ser realistas.

Quem já pode migrar para a nuvem, ótimo. Mas essa possibilidade está longe de ser viável a todos.

Mais detalhes sobre esse tópico podem ser vistos no ótimo artigo The Future of Oracle EBS.

Conclusão

O intuito com essa lista foi mostrar aos interessados e até quem sabe aos que não tinham a ideia de se aventurar no universo Oracle E-Business Suite algumas razões para quererem seguir em frente.

Se você está buscando esse conhecimento em um formato totalmente inovador, conheça o curso Oracle EBS Essentials.

Como mencionei acima, o mercado Oracle EBS não é mais o mesmo (assim como outras tecnologias, sistemas e mercados) mas ainda tem muita gordura para queimar.

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